Viver eu não sei o que é. Todos os dias me perco e me acho, me estranho. Eu tô aprendendo, um dia de cada vez. Hoje quero fazer um texto que tô pouco me fudendo. Eu não quero explicar, só sentir. Vou levar um tempo pra me refazer. Me li e não gostei. Preciso aprender a lidar com quem não gosta, ou não. É sobre ser - apenas. A gente só precisa ser quem a gente é - e isso pode ser difícil pra caralho.
Singelo Sorriso
Um dia alegremente sorriu, contribuiu com a ensolarada manhã desnuda de sentido porque só felicidade era. Noutra hora qualquer, uma faísca restou da alegria emanada e o sorriso foi-se, até apagar-se completamente. Mas será que cedeu o singelo sorriso ao fracasso? Veremos.. se sim, senão..
quarta-feira, 20 de setembro de 2023
quarta-feira, 30 de junho de 2021
Viver é desmembrar-se para caber onde não se cabe. Viver é mutilar-se. É continuamente deixar de ser quem se é, quem se sonha ser. Viver é viver por viver - é obrigação. É abdicar-se dos desejos, dos planos, de sentimentos, de pessoas e amores e loucuras, só pra caber. Viver é ter um motor que mesmo engasgado te leva por aí, freneticamente, sem questionar, sem entender, sem ser inteiro - sem ser viver.
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
Uma complexidade instável e desfocada. Por vezes uma "cama-de-gato", ou um peso morto sustentado pela presença dos vivos, dos sociáveis. Eu sou hipocrisia multiplicada por dez, desequilíbrio constante, mas um corredor atrás da paz, da felicidade e do sucesso. Sou também fortaleza, realização, orgulho. Às vezes sou dor num doer sem dor, só dor que não se expressa, que não vai embora, num profundo infinito sem rumo. Num momento sou compaixão, noutro sou amargor. Há dias que sou sonhador, daqueles que nunca desistem dos sonhos. Eu também sou liberdade e perdão por ser quem sou.
sábado, 2 de maio de 2020
Era uma questão de sobrevivência
Era uma questão de confiança. De escolhas. De reflexão. Talvez, um dia, uma mudança de comportamento. E talvez, ainda, eu saiba até o que aconteceu. Somos dois. Individualidades distintas, características distintas, universos complexos igualmente distintos. Mas era de se entender, de se aceitar. Foram diversos os marcos que surgiram, os pontos de não coesão. Você já não aguentava a dolorida realidade que eu vivia e foi muito. Eu tampouco aguentava o humor sórdido. Doía, cada palavra dita a mim dirigida. Sim. Eu quebrei com tudo de vez. Precisava respirar, sair debaixo da água que me afogava e me desesperava.
Era uma questão de sobrevivência. Os pulmões estavam cheios e, já sem fôlego, ainda com algum suspiro e tentativa de vida, partiu-se a corrente que nos unia.
Era uma questão de reflexão. Até onde poderia aguentar a dor por mim sentida, das noites e dias de hospitais, da falta de ar que agora te acometia?
Era uma questão de aceitação. Até onde era possível suportar dores não suas e que já não te cabiam, de uma amizade que já não andava saudável diante de uma nova que surgia e supria uma fraterna necessidade?
Era uma questão de empatia. Até onde poderia eu aguentar as dores extras das provocações desnecessárias e das insanidades exclusivamente a mim dirigidas devido a um relacionamento que surgia e nada podia eu fazer?
Era uma questão de entendimento. De mudança de perspectiva. De comportamento. Sobretudo, de confiança, porque a amizade tem um imensurável valor.
Chegamos no limite. No limite da dor. Foi por isso que cada um seguiu o seu rumo.
Hoje, o preço que pagamos é exatamente desses rumos que seguimos, que cada um tomou na vida. Por vezes, damos novos sentidos aos sentimentos. Em outras, os sentimentos ecoam e soam como gritos dentro de todos nós. A falta e a saudade são, no fim, reconhecimentos da necessidade de um e do outro, do amor entre ambos os amigos que sempre existiu.
Já não sei de mais nada, já nem sei que horas são. O que vale à pena ou o que não. Sei que caminhei muito e a jornada continua difícil. Tampouco sei se você seria capaz de suportar, porque eu ainda sou dor, muita dor, embora doa muito menos ao seu lado.
Era uma questão de sobrevivência. Os pulmões estavam cheios e, já sem fôlego, ainda com algum suspiro e tentativa de vida, partiu-se a corrente que nos unia.
Era uma questão de reflexão. Até onde poderia aguentar a dor por mim sentida, das noites e dias de hospitais, da falta de ar que agora te acometia?
Era uma questão de aceitação. Até onde era possível suportar dores não suas e que já não te cabiam, de uma amizade que já não andava saudável diante de uma nova que surgia e supria uma fraterna necessidade?
Era uma questão de empatia. Até onde poderia eu aguentar as dores extras das provocações desnecessárias e das insanidades exclusivamente a mim dirigidas devido a um relacionamento que surgia e nada podia eu fazer?
Era uma questão de entendimento. De mudança de perspectiva. De comportamento. Sobretudo, de confiança, porque a amizade tem um imensurável valor.
Chegamos no limite. No limite da dor. Foi por isso que cada um seguiu o seu rumo.
Hoje, o preço que pagamos é exatamente desses rumos que seguimos, que cada um tomou na vida. Por vezes, damos novos sentidos aos sentimentos. Em outras, os sentimentos ecoam e soam como gritos dentro de todos nós. A falta e a saudade são, no fim, reconhecimentos da necessidade de um e do outro, do amor entre ambos os amigos que sempre existiu.
Já não sei de mais nada, já nem sei que horas são. O que vale à pena ou o que não. Sei que caminhei muito e a jornada continua difícil. Tampouco sei se você seria capaz de suportar, porque eu ainda sou dor, muita dor, embora doa muito menos ao seu lado.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Homem de prosa
Eu sou menino doce guardado no silêncio de uma voz que não se cala. Sou homem de prosa, reclamão e chato. Sou difícil, inexato. Orgulhoso, frio e insensível, mas isso é só uma escrita que se desfaz ao assumir o coração meigo abobalhado.
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Engessadas mãos
Como transformar esse caos em palavras? Desaprendi a brincar com as letras, deixei de ser poeta. Hora mente falha, eita mente inquieta! O que tem afagado o coração, se as mãos engessadas não desatam esses nós? Vivo enrolado por dentro, dando voltas e mais voltas! Que revolta! Tenho mesmo é sonhado com uma reviravolta. Das peças que a minha mente pregou, que indesejavelmente plantei, sobraram os trocadilhos. Traçando planos, tocando piano, orquestrando uma vida, influenciando, superando os limites do indescritível caos urbano mental. Eu deveria ser Alexandre, o grande.
domingo, 2 de abril de 2017
Fracassado herói
É que às vezes eu só queria me sentar com pessoas, de frente para o mar, sem julgamentos. Cada um sendo quem é, sendo aceito por assim ser, como se esse "ser" não fosse de fato importante. É que às vezes eu queria me sentir leve, sem culpa. Me sentar com os fracassados, que mesmo com todos os fracassos da vida ainda sentem alguma paz, alguma coisa boa no coração, sem se preocupar com esperança de ser o que não tem conseguido.
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